
Realizar o sonho do ensino superior foi um dos maiores orgulhos da vida de Aurélia Oliveira Martins, de 60 anos. A conquista do canudo aconteceu ao final de 2017, quando ela alcançava os 52 anos e pode provar que não há idade limite para as realizações pessoais. “Terminei a faculdade de Pedagogia após os 50 anos e continuo estudando para me atualizar na área”, afirma.
Inserida profissionalmente no mundo educacional desde 2008 com a aprovação no cargo de auxiliar de educador por meio do concurso da Prefeitura de Joinville, Aurélia observava que muitos colegas alcançavam realização profissional por meio da faculdade e que a maioria de seus colegas estudavam na Aupex Uniasselvi.
“Fazer faculdade na minha idade foi um processo, foi uma decisão bem pensada pois eu, primeiro, acreditava que não tinha mais motivos para ir além por estar perto dos 50 anos na época. Mas, por outro lado, também entendia que a área de Educação exige atualização e estudos constantes, então me matriculei em Pedagogia e segui o meu coração”, pontua.
Aurélia percebeu que tomou a decisão acertada de matrícula na Aupex Uniasselvi ao observar que até quem iniciava a Licenciatura em outra instituição, acabava se transferindo para a Aupex Uniasselvi. “Isso me mostrava que a instituição era a melhor da área para formar profissionais com qualidade. Vejo que Pedagogia possibilitou um aprendizado que consegui aplicar em meu ambiente de trabalho, no CEI Itaum (bairro Floresta) , contribuindo com a minha evolução e com a das crianças que assisto”, reflete.
A graduação foi tão importante na vida de Aurélia que ela fez questão que as filhas também ingressassem no nível superior na Aupex Uniasselvi, tornando-se motivo de orgulho para a família. “Tenho três filhas, a Rubia, de 37 anos que vai se formar em Logística, a Bruna com 34 anos, e a Julia com 25 anos que está no último ano da faculdade de Farmácia. Também sou avó de três netos, um de 17 anos, uma de 13 anos e uma de 9 anos, e estou casada há 40 anos”, descreve.
Com a conclusão da graduação, em 2017, Aurélia investiu posteriormente em dois cursos de Pós-graduação: em Psicopedagogia e em Educação Inclusiva. Concursada há 18 anos, desde 2008, e mesmo próxima de se aposentador, a pedagoga refere que sempre busca se atualizar, voltando-se principalmente para compreender melhor a neurodiversidade, em vista do aumento de diagnóstico e suspeita de crianças com autismo e outros transtornos neurológicos. “Vem sendo um desafio na Educação o aumento de crianças que precisam de mais suporte e adaptações em função dos diagnósticos, então é essencial estudar para entender melhor o público atendido”, explica.
Do alto de seus 60 anos, Aurélia se diz uma pessoa muito realizada. “Casei muito jovem com 20 anos, na época não havia oportunidades para entrar na faculdade como existe hoje. Pude criar bem minhas filhas, consegui passar no concurso público que possibilitou estabilidade e possibilidades como alcançar o ensino superior após os 50 anos e incentivar muita gente a estudar como minha família. Vivo num casamento duradouro e feliz, sou realizada profissional e pessoalmente”.

Registros de Aurélia e de sua família



